Aos pés do Santuário da Penha, seis presbíteros reuniram-se no sábado, 4 de setembro, para agradecer a Deus pelo jubileu dos 25 anos de ordenação. Desde que ordenados por Dom Eugênio de Araújo Sales, em 14 de setembro de 1985, exercem o ministério na Igreja do Rio de Janeiro com dedicação e fecundidade, testemunhando a fidelidade no seguimento a Cristo.

São eles: Padre José Roberto da Silva, da Paróquia São Jerônimo, em Coelho Neto; Padre Marcos Antônio Corrêa Pinto Duarte, da Paróquia São Conrado, em São Conrado; Padre Paulo Cardoso, da Paróquia São Luiz Gonzaga, no Madureira; Padre Pedro Paulo Alves dos Santos, da Paróquia Santos Anjos, no Leblon; Padre Serafim de Sousa Fernandes, do Santuário Nossa Senhora da Penha; na Penha, e Sebastião Joaquim da Silva, da Paróquia São Cristóvão, no São Cristóvão.

Realizada na concha acústica do Santuário Nossa Senhora da Penha, a celebração foi presidida pelo Arcebispo Dom Orani João Tempesta. A típica manhã carioca, com muito sol, reuniu mais de 500 fiéis, numa bela demonstração de carinho pelos seus párocos. Muitos vestiam camisetas padronizadas das comunidades ou carregavam faixas alusivas ao jubileu.

A Palavra de Deus foi introduzida na celebração por crianças e adolescentes integrantes do projeto “Luar de dança”, sob a coordenação da coreografa Rita Serpa. O Evangelho foi proclamado pelo diácono permanente, Melquisedec Ferreira Rocha, da Paróquia Bom Jesus, da Penha.

Ao refletir as leituras bíblicas sobre a vocação de Abraão “que saiu de sua terra”, e a disponibilidade de Maria que “colocou-se a serviço” ao visitar sua prima Isabel depois de ser chamada para ser mãe de Jesus, Dom Orani lembrou que a celebração tinha o objetivo de agradecer pelos dons que cada jubilando recebeu de Deus: a vocação, o chamado, a resposta, a missão e a perseverança.

Lembrou ainda que quando foram chamados, há 25 anos, cada um com sua história pessoal, o mundo era diferente. Que a motivação inicial foi aos poucos sendo discernida, atualizada e confirmada, mesmo diante das transformações históricas, religiosas, sociais e culturais, provando que o chamado de Deus transcende os tempos.

- Jubileu é tempo de pedir perdão pelos erros e de agradecer pela fidelidade e, sobretudo, de recomeçar, de buscar na motivação inicial o seguimento do Cristo, afirmou.

Ao manifestar alegria pelo acontecimento, Dom Orani destacou o chamado de cada um que, ao “sair da terra” para outro estilo de vida diferente da lógica do mundo, confiando no chamado de Deus e dando o passo da fé, são exemplos para a sociedade de que é possível, no seguimento do Cristo, servir com generosidade os irmãos numa caminhada em comunidade.

- São histórias pessoais, diferentes. O que cada um tem em comum é o chamado, é o fazer às vezes de Cristo. Foram momentos de alegrias e tristezas, dificuldades e conquistas, mas todos, como Maria, podem hoje cantar as maravilhas que Deus fez na vida de cada um, afirmou o Arcebispo.

Vestidos com uma casula especial para a ocasião, com símbolos litúrgicos de Cristo e de Maria, os presbíteros jubilandos ouviram atentamente as palavras do Arcebispo. Foram concelebrantes mais de 20 presbíteros, inclusive de outras dioceses. Ainda a presença do Cônsul de Portugal, Antônio Almeida Lima e sua esposa Vanda, e de dona Leonilda, mãe do Padre João Maria Fortes, já falecido, que integrava o mesmo grupo de ordenandos.

Entre os presbíteros presentes, o coordenador de Pastoral, Monsenhor Joel Portella Amado; o Cura da Catedral, Monsenhor Aroldo da Silva Ribeiro, e os vigários episcopais: Monsenhor Luiz Antônio Pereira Lopes, do Vicariato Leopoldina; Monsenhor Gilson José Macedo da Silveira, do Vicariato Suburbano; Monsenhor Marcos William Bernardo, da Comunicação Social e Monsenhor Manuel de Oliveira Manangão, da Caridade Social.

No final, em nome dos jubilandos, o Reitor do Santuário, Padre Serafim, lembrou que a celebração em ação de graças recorda um chamado, o mesmo que Cristo fez aos apóstolos, de seguí-Lo, apesar das limitações de cada um.

- Somos felizes por ter sido destinatários do convite do Senhor para ser anunciadores da Boa Nova, distribuidores dos sacramentos e instrumentos do único e eterno sacerdote, sendo dispensadores da graça, do perdão, da paz e da alegria de Deus, afirmou Padre Serafim.

Na mensagem final, antes da bênção, Dom Orani lembrou que a Igreja do Rio de Janeiro tem muitos e bons sinais que nem sempre aparecem na mídia, mas que cabe aos cristãos, pela fé, entender que é Deus quem chama, direciona a caminhada e os tornam fiéis, perseverantes na vocação.

Sobre o Plano de Pastoral em elaboração, lembrou que gostaria, com o empenho dos presbíteros, que o segundo texto ora sendo distribuído fosse compartilhado pelos diversos segmentos eclesiais, ficando cada um comprometido com o futuro da Arquidiocese na caminhada pastoral, de evangelização, de catequese, de aprofundamento e de presença cristã na sociedade.

Também lembrou o trabalho heróico de muitos presbíteros, que ele mesmo teve a alegria de confirmar em suas visitas, por tornar a Igreja presente em diversas circunstâncias e locais de desafios pastorais.

Destacando a representatividade dos vigários episcopais presentes à celebração, dirigiu um apelo a todos os presbíteros da Arquidiocese do Rio de Janeiro, chamando-os a serem sempre coerentes com o Evangelho. Pediu para que todos, vendo os sinais dos irmãos jubilandos, de como Deus foi fiel no sim e na caminhada de cada um, fossem mais unidos, apesar das diversidades de situações e de carismas.

- Nem todos têm os mesmos dons, mas nós somos necessários uns aos outros. Que possamos olhar um para o outro como companheiros de caminhada e, com generosidade, ajudar de forma mútua a mesma missão a que todos foram chamados, afirmou o Arcebispo.

Sobre as diferenças de opiniões e sugestões, lembrou o Arcebispo, todos as têm porque faz parte da pessoa humana, mas não devem ser motivo de divisão, de colocarem-se uns contra os outros. Que todos são chamados ao diálogo, e devem valorizar e respeitar as diferenças e caminhar unidos.

- Somos chamados a ser pessoas íntegras, transparentes, a dar os passos necessários para reconquistar, enquanto unidade, e comunhão, a valorização do outro. Não se trata de ser bom ou de estar bem só quando estamos na frente das pessoas. Não podemos ser esquizofrênicos na espiritualidade: uma coisa na frente, outra pelas costas.

Depois da celebração, houve o descerramento de uma placa em homenagem ao Padre Serafim, realizada pelo provedor João Gonzaga de Oliveira Filho, em nome da Irmandade de Nossa Senhora da Penha de França.

 
 

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